Coelhinhos de bolacha | A Origem dos Guardiões

Hoje mesmo eu ganhei mais ovinhos de chocolate no trabalho, e no domingo ganhei dos meus pais um ovo de chocolate que vai durar pelo menos uns dois meses – porque é sempre assim, né? A Páscoa dura muito mais do que aquele singelo domingo de feriado. E foi pensando nisso que decidi que o post de hoje seria ainda sobre a Páscoa, já que tinha feito os docinhos na quinta e não tive tempo de postar (já que aproveitei meus três dias enfiada no meio do mato. Delícia).

Mas falar de filmes de Páscoa é um trem complicado, porque são raros os que são bons. Eu mesma nunca vi um espécime desses que valesse a pena. Até 2012, quando a Dreamworks decidiu lançar A Origem dos Guardiões – que basicamente junta as figuras dos nossos feriados mais consumistas. E Jack Frost. Mas já chego lá.

Quando quer, a Dreamworks é capaz de obras-primas dignas de sua prima rica (a Pixar). Que o digam Shrek, Madagascar (os dois primeiros, apenas), Como Treinar Seu Dragão e Kung Fu Panda, exemplares da mais digna capacidade do estúdio de contar histórias incríveis. E o mesmo acontece em A Origem dos Guardiões.

A história é contada a partir do ponto de vista de Jack Frost, a personificação da geada e do frio e o responsável por criar as condições típicas do inverno. No filme, ele é um garoto de cabelos brancos e roupa coberta de geada (em um excelente trabalho do design de produção), cuja risada contagiante (thx Chris Pine <3) fez com que o Homem na Lua o escolhesse para ser um dos guardiões, ao lado de Papai Noel, Coelho da Páscoa, Sandman (a personificação dos bons sonhos) e a Fada dos Dentes.

Cada um desses personagens tem como missão cuidar das crianças e zelar pela esperança, alegria, inocência e encantamento que elas representam. Quando o mundo se vê ameaçado por Breu (ou pitch black, o bicho-papão) – que aprendeu a técnica de transformar bons sonhos em pesadelos – Jack Frost se une aos Guardiões Imortais para impedir que as crianças percam as esperanças e deixem de acreditar neles, o que levaria ao seu desaparecimento completo.

Leve, adorável e bonito, o longa apresenta cada personagem com características marcantes. Pois, segundo a mitologia que o diretor Peter Ramsey escolheu contar, cada um deles teve uma vida antes de ser escolhido como guardião pelo Homem na Lua. Portanto, Jack é um garotão de riso fácil; Papai Noel é um russo enorme e todo tatuado; Sandman é um homem pequenino e que se expressa apenas através de símbolos e pensamentos; a Fada dos Dentes é agitada e colorida como um beija-flor; e o Coelho da Páscoa é um bicho enorme que mais lembra um canguru, de forte sotaque australiano, que usa bumerangues para se proteger.

E essas referências só se tornam mais divertidas conforme descobrimos quem são as vozes por trás desses personagens: Chris Pine é Jack Frost, Alec Baldwin é Papai Noel, Isla Fisher é a Fada dos Dentes e Hugh Jackman é o Coelho da Páscoa. Com referências engraçadas à mitologia dos personagens (dentro e fora do filme) e uma linguagem tocante, A Origem dos Guardiões é capaz de encantar tanto crianças quanto adultos. A mim certamente, já que já vi esse filme umas três vezes xD

Para homenagear um dos momentos de tensão do longa – na qual a Páscoa é arruinada devido às ações de Breu –, decidi que faria singelos coelhinhos de bolacha, cobertas com chocolate. Claro que não sou nenhuma chocolatière, mas foi divertido. E, mais do que bonito, o resultado ficou doce como só uma tarde de feriado pode ser.

COELHINHOS DE BOLACHA

para 12 porções
Tempo total: 1h

Ingredientes

24 bolachas tipo Maria
4 colheres (sopa), bem cheias, de manteiga de amendoim
4 colheres (sopa), bem cheias, de Nutella
um marshmallow grande
300g de chocolate ao leite 

Modo de preparo

Separe as bolachas aos pares em duas pilhas: uma delas será de manteiga de amendoim, e outra de Nutella. Recheie uma das bolachas e cubra com a outra, formando um biscoito recheado. Faça isso com todas, sem poupar recheio.

Em um refratário completamente limpo, derreta o chocolate em banho-maria – com cuidado para que a água não toque o refratário – ou no micro-ondas, de 20 em 20 segundos, até que sobrem alguns pedaços sem derreter.

Em seguida, faça a temperagem: coloque o pote em uma travessa com água fria (da pia ou da geladeira) e mexa até o chocolate estar frio ao toque (prove colocando na parte de fora do lábio inferior, quase no queixo). Com a ajuda de um garfo, mergulhe os biscoitos no chocolate, cobrindo-os completamente.

Retire o excesso de chocolate dando leves pancadinhas na tigela, e coloque sobre um papel manteiga ou um tapetinho de silicone (silpat). Se quiser, faça o desenho de uma cabeça e de orelhinhas do coelho e coloque o biscoito por cima. Com uma tesoura, corte uma lasquinha do marshmallow para fazer o rabo do coelho.

Se o tempo estiver frio, deixe que sequem completamente. Se estiver calor, leve à geladeira por não mais do que 20 minutos, ou até que o chocolate tenha endurecido. Guarde em potes herméticos dentro ou fora da geladeira, como quiser.

Beijos, e até o próximo post!
🙂

Receita via Made to be a Momma

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