Bolo de baunilha e mirtilos | Intocáveis

Depois de um fim de semana de muito trabalho, cá estou eu de volta com uma receita fresquinha! O filme não é mais tão fresquinho, mas a sensação que ele deixa é de… bem, frescor. Desculpem aí o trocadilho, não pude evitar 😛

Pode ser que eu tenha tido o maior azar do mundo e visto justamente os piores filmes franceses da última década. Claro que, nestes dez anos, há excelentes filmes vindos da França. Mas há de se admitir que, saindo de comédias-românticas incompreensíveis e com falta de propósito (como os terríveis Canções de Amor ou Pintar ou Fazer Amor) ou de discussões políticas que nos dão enjoos, como em A Culpa é do Fidel, o filme Intocáveis, de Olivier Nakache e Eric Toledano – parceiros em várias produções – é um alento do cinema francês.

Leve, agradável e reflexivo, como tem de ser. A história gira em torno de Philippe (o ótimo François Cluzot), um parisiense milionário que fica tetraplégico ao sofrer um acidente de parapente (ou paraglider). Mesmo contrariado, ele começa a entrevistar possíveis candidatos para serem seus cuidadores. Sério e convencional – o típico coxinha – Philippe se surpreende ao entrevistar Driss (o igualmente ótimo Omar Sy), um imigrante africano recém-saído da prisão.

Decidido a mudar seu entorno já tão distorcido (embora para ele nunca pareça um fardo) – e contrariando os olhares cuidadosos daqueles que o paparicam, cheio de esmeros –, Philippe desafia Driss a passar por uma experiência de mês – o jovem poderia decidir depois se ficaria ou não com o emprego. Ele aceita o desafio e se muda para a mansão de Philippe, transformando completamente a vida do milionário.

A beleza do filme vem, justamente, ao lidar com o possível preconceito e racismo do protagonista de maneira brilhante, ou seja, nula. Em momento algum Philippe questiona o porquê de Driss ser da maneira como é (abrutalhado, arrogante e criminoso), ele jamais questiona o fato do jovem ter saído de seu país para viver na xenófoba França – como visto em Cachê – e aceita qualquer ajuda que o rapaz possa lhe dar.

É nisso que consiste a amizade que nasce entre os dois: confiança e aprendizagem mútuas. Enquanto Driss aprende a cuidar de Philippe com esmero e sabe um pouco mais sobre seu mundo, Philippe também aprende mais sobre o ajudante, seu estilo de vida etc. É uma história leve, divertidíssima, positiva e, principalmente, muito bem contada.

As situações vividas pela dupla são de rachar de rir, em especial pela maneira como Driss encara a vida. Alegre e irreverente, ele provoca o riso – nosso e do próprio Philippe – por ser politicamente incorreto, não fazendo um grande caso do fato de Philippe ser tetraplégico. E isso, certamente, era o que o “doente” buscava: alguém com quem ensaiar uma dancinha, ainda que seja só com a cabeça.

Já disse uma e outra vez que, para mim, não há nada mais francês do que mirtilos – embora haja muitas outras coisas mais francesas do que isso, eu sei. Na verdade nem sei de onde tirei essa associação, mas vá lá. Decidi que iria combinar esse filme delicioso com um bolinho igualmente delicioso, fresquinho, que pode ser comido ao natural ou gelado, com doce de leite ou Nutella. Molhadinho, cheiroso e viciante! Adaptei essa receita do blog The Kitchy Kitchen – lá, ela faz um pão, ao invés de um bolo.

BOLO DE BAUNILHA E MIRTILOS

Tempo de preparo: 15 minutos
Tempo de cocção: 30 minutos
Tempo de esfriamento: 30 minutos
Tempo total: 1h e 15 minutos

Ingredientes

2 ovos
1 xícara de açúcar granulado
1 xícara de leite (usei de soja)
¼ xícara de manteiga derretida (aproximadamente, 1 e ½ colher de sopa)
3 xícaras de farinha
½ colher (chá) de sal
4 colheres (chá) de fermento
1 colher (chá) de extrato de baunilha
2 xícaras de mirtilos frescos

Modo de preparo

Pré-aqueça o forno a 180º. Derreta a manteiga e espere esfriar. Enquanto isso, peneire a farinha, o sal e o fermento. Depois de lavados, adicione um pouco de farinha num pote e misture com os mirtilos. Reserve.

Na batedeira, bata bem os ovos e o açúcar, por 3-4 minutos. Adicione o leite e a manteiga, enquanto bate, até ficar homogêneo.  Adicione a farinha, o sal e o fermento peneirados e bata somente até incorporar. Adicione a baunilha e, com uma espátula, misture levemente. Coloque os mirtilos, mexendo muito suavemente, para não estourar nenhuma antes de ir ao forno.

Despeje a massa em uma forma de bolo untada (usei a com furo no meio, mas pode ser qualquer uma – ou, até, a forma de pão de 20×20 cm) e leve ao forno até dourar – para ter certeza, espete um palito. Se sair limpo, é porque já está pronto. O meu demorou apenas 30 minutos.

Beijos, e até o próximo post!
🙂

Receita via The Kitchy Kitchen

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