Pães de liquidificador | Sob o Sol da Toscana

Ah, como sair de férias é bom, né? Tão bom que a gente quase esquece que existe vida além da praia, da areia branquinha, do mar azul-transparente… E o pior: quando volta para o mundo real, se dá conta da quantidade infinita de coisas para fazer, pepinos a resolver, médicos para marcar, gente para ligar etc etc etc. Quem sofre mesmo é o blog, coitadinho, que ficou em segundo plano por duas semanas.

Mas como comida e filmes são dois temas que nunca saem da minha cabeça, decidi que iria aliar esse sentimento pós-viagem tão delícia com um filme que faz a gente suspirar: Sob o Sol da Toscana. Seja pelas paisagens idílicas da Itália, seja pela presença inebriante de Raoul Bova, seja pelo eterno sonho de que um dia vamos abandonar tudo e sair por aí para fazer o que a gente ama (nem que seja comer, tomar vinho e plantar, porque é, afinal, um sonho), este é um filme daqueles que toca fundo.

Se você for ver lá no IMDB, ele tem uma notinha bem razoável, e seria classificado como um filme médio. Mas se eu fosse me basear pelas avaliações do IMDB, acho que não teria assistido O Amor Não Tira Férias ou Os Cabeças de Vento. Dito isso, vamos a ele: Frances Mayes (Diane Lane) é uma escritora norte-americana que tem dificuldades em achar inspiração para terminar seu novo livro. Quando seu marido pede o divórcio para casar-se com a amante, o mundo de Frances parece que vai acabar.

Para evitar que de fato acabe, a amiga Patti (Lucy Liu) convida-a para uma viagem de ônibus pela Toscana. Ali, no calor do momento, Frances faz tudo aquilo que um dia gostaríamos de fazer: abandona o tour e compra uma casinha numa antiga vila da região. Se virando como pode para fazer reparos na casa – inclusive contratando imigrantes – Frances redescobre os pequenos prazeres da vida e finalmente conhece um italiano charmoso e bonitão (Bova), que faz com que sua experiência sintetize o que é viver no exterior.

Estar aberto a novas experiências, novas pessoas, como se tudo que fosse novo fosse bom, mesmo muitas vezes não sendo. E é esse sentimento nostálgico que me comoveu – muito embora fosse uma nostalgia do avesso, pois o filme, lançado em 2003, cumpria apenas com os desejos que eu, garotinha de 15 anos, tinha de morar fora e fazer tudo aquilo que ela estava fazendo mesmo sem saber que o queria (e que, no fim, se tornaria minha realidade em 2011)!

E por estar ambientado na Toscana – lugar que, por sinal, ainda não conheço – que tem todos os elementos para ser realmente utópico (o sol dos vales italianos, o mar Mediterrâneo, os vinhedos, as casas de pedra, as vilas etc.), decidi que faria a combinação com o alimento, aquele que foi um dos primeiros a ser produzido pelo homem, que transformou a agricultura ocidental e toda uma era social: pão.

Não só um pão, mas dois! Dois pães de liquidificador, cuja receita me foi passada pela Gabriella, minha colega de trabalho, e que são divinos. Mais do que isso, são divinamente fáceis! Fiz meia receita, pois a original dá para nada menos do que quatro barras de tamanho considerável. Um salgado, para comer com qualquer coisa, e um doce, recheado com maçã e canela. Irresistíveis. Aquela receita eterna.

o maior é o doce, óbvio o maior é o doce, óbvio

pãozinho salgado delécia, que fica assim naturalmente, sem intervenções :) pãozinho salgado delécia, que fica assim naturalmente, sem intervenções 🙂

PÃES DE LIQUIDIFICADOR

rende 02 barras de pão
Tempo de preparo: 15
Tempo de cocção: 20 minutos (10 para cada pão)
Tempo total: 35 minutos

Ingredientes

Massas:
1 copo de leite morno (usei de soja)
1 colher (sopa) de margarina
25g de fermento biológico
2 e ½ colheres (sopa) de açúcar
2 ovos
¼ xícara de óleo
500g de farinha
uma pitada de sal

Recheio do pão doce:
3 maçãs
1 colher (sopa) de canela
2 colheres (sopa) de açúcar

Modo de preparo 

Pré-aqueça o forno a 180º. No liquidificador, bata todos os ingredientes, exceto a farinha. Acrescente primeiro os líquidos, bata bem, depois os secos e bata mais. Em uma tigela, peneire a farinha e jogue o conteúdo do liquidificador lá (sem firulas).

Com as mãos, misture a massa até ficar homogênea. Se não desgrudar das mãos, acrescente farinha até que o faça. Sove por cerca de 10 minutos e deixe descansar por uma hora, ou até que dobre de tamanho. Enquanto isso, faça o recheio do pão doce.

Corte as maçãs em cubinhos e leve ao fogo alto com a canela e o açúcar, somente até incorporar. Deixe esfriar completamente. Quando a massa estiver boa, corte em dois pedaços iguais.

Para o pão salgado: em uma superfície enfarinhada e com a ajuda de um rolo de cozinha, abra um pouco a massa. Como não haverá recheio, ela pode ficar mais gordinha. Dobre uma vez, depois dobre as laterais para dentro, e depois dobre novamente até fazer um rolinho. Deixe descansar por mais 20 minutos.

Para o pão doce: na mesma superfície enfarinhada, abra bem a massa para poder fazer o recheio. Eu quis fazer em camadas, então dobrei uma vez, coloquei um pouco de recheio, dobrei as laterais, dobrei a segunda vez, mais recheio etc., até acabar tudo (o meu não acabou, mas guardei num potinho e comi de sobremesa no dia seguinte). Deixe descansar por mais 20 minutos.

Em uma assadeira untada com manteiga, leve os pães ao forno (enquanto um assa, o outro descansa) até dourar. Espete com um palitinho para ter certeza. Retire do forno e espere esfriar ou não 🙂

É isso aí. Vamos comer pão porque comfort food é das melhores coisas do mundo, mesmo!

Beijos, e até o próximo post!
🙂

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