Brigadeiros de pé-de-moleque | O Palhaço

Se tudo acontece no mesmo mês, não posso esquecer que, junto com a Copa do Mundo em junho, acontece uma das minhas festas favoritas e das mais aguardadas do ano. Sim, claro que são as festas juninas! Amo de paixão as danças, as festas típicas (na rua ou montadas na casa de alguém), o vestir-se de caipira… mas amo mais ainda os comes e bebes que se produzem nessa época do ano.

Portanto, era óbvio que eu tinha de fazer algo relacionado a esse tema tão querido. E há um filme especificamente que me remete a esse clima alegre. É o doce e melancólico O Palhaço, dirigido por Selton Mello em 2011, que conta a história de Valdemar e Benjamin, pai e filho que trabalham como palhaços de Esperança, um circo itinerante que viaja pelo interior do Brasil.

Enquanto Valdemar, o Puro Sangue, continua firme como líder da trupe – que se utiliza de truques mais simples e criativos, já que não conta com animais ou grandes acrobatas – Benjamin, o Pangaré, se encontra desiludido e decide seguir por outro caminho, distanciando-se não só do circo, como do próprio pai. Ele sai em busca de sua identidade (já que sequer tem RG), de um endereço fixo e de uma mulher, coisas que ele acha que lhe trarão felicidade e satisfação pessoal.

Concebido como um típico road movie – aquele no qual o personagem cai na estrada em busca de aventuras, novas pessoas e novas experiências –, o segundo longa do também ator Mello cria universos contrastantes: o onírico, aquele do circo, cuja ambientação – apesar de pobre – é recheada com uma luz amarelada e aconchegante, e a realidade, um mundo frio, cinza-azulado e cheio de pessoas estranhas (ou seja: como elas realmente são). Além, é claro, de tratar todos os personagens como familiares.

Além de contar com atores incríveis e significantes para toda a história – como o sempre ótimo Paulo José como Valdemar –, o cineasta faz questão de deixar claro que sua história é contada através e para a garotinha Guilhermina, parte fundamental do espetáculo. Por sua vez, Selton Mello não se enfia na roupagem do “palhaço triste”, mas constrói um personagem carismático e complexo. Surpreendente, O Palhaço emociona, diverte e faz pensar. Com fotografia bem pensada, gags colocadas nos momentos certos e referências visuais (os ventiladores, hélices de motor etc) interessantes, Mello demonstra inteligência e sensibilidade de sobra.

Acho que fica claro o porquê do filme me remeter às festas juninas. Além de caracterizar personagens típicos do nosso país, demonstra um verdadeiro carinho para com esse povo, seja aquele que está no picadeiro ou que está sentado na plateia. E nada mais típico para nós do que as festas juninas que, como nós, é uma miscigenação de danças francesas, comidas indígenas e costumes portugueses.

A receita escolhida para o brigadeiro de pé-de-moleque foi praticamente inventada. Minha pesquisa via Google não me mostrou nenhuma receita que me convencesse. Todas falavam para usar amendoim inteiro, torrado e moído. Achei que ia me dar um trabalho imenso – porque, como vocês bem sabem, eu tenho dificuldades em enrolar bolinhas de brigadeiro. Portanto, usei manteiga de amendoim com pedacinhos (hehe). Achei no supermercado, mesmo. Tava lá escondido, mas encontrei. E ficou ó: bão dimais da conta, sô!

BRIGADEIRO DE PÉ-DE-MOLEQUE

Rende aprox. 30 docinhos (dependendo do tamanho que você faça a bolinha)
Tempo de preparação: 10 minutos
Tempo de espera: 30 minutos
Tempo de enrolação: 30 minutos
Tempo total: 1h10 minutos

Ingredientes

2 latas de leite condensado
2 colheres (sopa) de manteiga
3 colheres (sopa) bem cheias de manteiga de amendoim crocante (usei essa aqui)
1 pote de paçoquinha (usei um desses, de um “andar” só)
1 pacote de forminhas de papel

Modo de preparo

Em uma panela grande, misture o leite condensado, a manteiga e a manteiga de amendoim e leve ao fogo alto até ficar homogêneo. Abaixe o fogo e continue mexendo tanto no meio quanto nas bordas, desgrudando sempre para não queimar. Quando a mistura engrossar, vá virando a panela para verificar se já está desgrudando do fundo.

Quando desgrudar totalmente, deixe pelo menos mais uns 5 minutos. Quanto mais durinho, melhor para enrolar. Desligue o fogo e deixe esfriar até ficar quase frio. Enquanto isso, bata as paçoquinhas no liquidificador (poucas de cada vez), até virarem uma farofa. Separe em um prato fundo. Também separe as forminhas nas bandejas que irá usar.

Passados 30 minutos, mais ou menos, já é tempo de enrolar. Com uma colher de chá, espalhe um pouquinho de manteiga nas mãos – principalmente nas pontas dos dedos – e com outra colher de chá vá separando pequenas quantidades do brigadeiro, fazendo bolinhas e mergulhando na paçoca. Usei uma colher para facilitar nesse processo também – quer dizer, meu namorado usou, já que ficou encarregado dessa tarefa hahaha. Faça isso até acabar com o brigadeiro.
Se você aguentar, cubra os docinhos com um papel toalha ou pano. E bom arraiá!

Beijos, e até o próximo post!
🙂

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