O melhor chili do mundo! | Um Drink no Inferno

Eu poderia dizer qualquer coisa desse filme, exceto que ele é um “excelente filme”. Não, não é, e eu já digo logo de cara que é para os leitores acharem que eu fiquei maluca. Não, não fiquei. Mas porém contudo entretanto todavia, esse é um daqueles filmes tão ruins e tão toscos que se tornam excepcionalmente divertidos – o que, aliás, é uma constante da carreira do diretor Robert Rodríguez.

O cineasta mexicano é o responsável por outras pérolas de alguns dos filmes mais cool-trash do cinema americano, como El Mariachi, A Balada do Pistoleiro, Era Uma Vez no México, Machete e, claro, o mais cool e menos trash de todos: Sin City (que, por sinal, é um baita filmaço, e do qual Rodríguez, bem como o amiguinho Quentin Tarantino, participaram com algumas cenas). Além de serem amigos, Tarantino e Rodríguez já dividiram projetos – como o Grindhouse, que originou o fantástico À Prova de Morte – e Tarantino frequentemente faz pontas nos filmes do coleguinha.

Com uma história absurdamente grotesca e divertida (já chego lá!), Um Drinque no Inferno foi o primeiro longa de sucesso de Rodríguez, e sem dúvida o mais aclamado. Talvez por ser tão trash sua história se torne tão… divertida (sei que já disse isso, mas não dá para chamar de interessante. É forçar um pouco a barra). Após um assalto a um banco da pequena cidade de Abilene, os irmãos Seth e Richard Gecko continuam a tocar o terror enquanto se dirigem ao México. No meio do deserto, eles se hospedam em um hotelzinho fuleiro, no qual o ex-padre Jacob Fuller e seus dois filhos, Scott e Kate também fazem um pit-stop.

Seth decide, então, fazer a família refém para ajudasse ele e o irmão a cruzarem a fronteira do México, prometendo soltá-los na manhã seguinte. Para que o plano dê certo, eles devem encontrar Carlos, um amigo de Seth, no bar Titty Twister, ao amanhecer. Mas quando eles chegam no bar e não conseguem sair, descobrem que há muito mais nas pessoas do que a aparência diz.

Quer dizer, a aparência até diz bastante. Afinal, não vou esconder spoilers dessa vez porque não merece: são vampiros. E zumbis. E pessoas estranhas fazendo caras estranhas, danças malucas e outras cositas más. Agora, o mais maluco disso tudo é que o filme é estrelado por pessoas realmente conhecidas, tipo George Clooney, Harvey Keitel, Juliette Lewis, Salma Hayek e Danny Trejo (sim, el mariachi). Impressionante, né? Enquanto George faz o papel do quase vilão psicopata (ele quase não consegue) Seth, Salma Hayek exibe todos os seus dotes em uma dança erótica que se transformou na cena mais famosa do filme – e da própria atriz – na qual ela despeja tequila na boca do diretor com o pé. Aposto que a vida de Tarantino nunca mais foi a mesma depois disso.

Juro, o filme pode parecer tosquíssimo (até é), mas é muito divertido! Os diálogos são engraçados, as situações absurdas, os efeitos ridículos e o desfecho típico de um filme trash de terror, só que muito melhor. Não vou dizer que é um filme unânime, que agrada a todos os públicos porque estaria mentindo. Mas vale ver, nem que seja só para ter como referência de um exemplar do trash-cult.

Bem, há mais de uma razão para escolher esse filme para acompanhar o prato de hoje. A primeira é porque é uma história que se passa a caminho do México, e a comida é o chili. Sim, sim, sei que já fiz um chili antes, mas quando encontrei essa receita, precisava prová-la. E acho que não há nada de errado em fazer o mesmo prato duas vezes, ainda mais sendo chili. Nunca é demais! A segunda razão é que faltava um filme trash por aqui e eu, que não sou muito fã do gênero, acho esse um ótimo exemplar. Aproveitem, vocês não verão mais muitos filmes como esse por aqui.

A receita é simplesmente divina. Maravilhosa. Soberba. Pena que não leva feijão, que é um dos meus ingredientes de chili favoritos. Mas nem faz diferença, porque leva tantas outras coisas que o feijão ficaria até demais. A ela, portanto:

COMO DEVERIA TER FICADO: perfeita.

COMO FICOU: perfeita 😛 sério, ficou mesmo animal. A carne ficou deliciosa, as batatas um pouquiiinho sem sal, mas completamente contornável. O molho ótimo, o guacamole então… hummmm!

não deu tempo de tirar foto com o prato semi-comido... hehehe :P não deu tempo de tirar foto com o prato semi-comido… hehehe 😛

O MELHOR CHILI DO MUNDO

para 02 pessoas
Tempo de preparo: 50 minutos

Ingredientes

Batatas
3 batatas médias
2 colheres (ou mais) de azeite
Sal
Pimenta negra

Carne
500g de carne moída (usei 1kg de patinho e sobrou muuuita!)
1 cebola
Sal
Pimenta negra

Molho
1 colher (sobremesa) de manteiga
1 e ½ colher (sobremesa) de farinha
1 xícara de cerveja tipo stout (escura; usei Guinness)
1 colher (sobremesa) de mostarda
1 colher (chá) de molho inglês
2 colheres (chá) de açúcar mascavo
2 xícaras de queijo (que não usei, porque meu namorado tem intolerância à lactose)
1 colher (chá) de cominho
Sal
Pimenta jalapeño

Complementares
Tomate-cereja
Cebola roxa ou branca
Pimenta jalapeño para decorar
Coentro

Modo de preparo

Comece pelas batatas. Pré-aqueça o forno a 230º. Descasque-as, corte-as em rodelas, e alinhe em uma assadeira coberta com o azeite. Tempere com sal e pimenta. Mexa a assadeira para que o tempero pegue bem. Leve ao forno até que estejam douradas, de 10 a 15 minutos. Vire-as e asse por mais 10-15 minutos. Depois, retire do forno e reserve.

Enquanto a batata está assando, cozinhe a carne moída: pique bem a cebola e refogue-a até ficar transparente. Adicione a carne, tempere com sal e pimenta e deixe que cozinhe bem – até toda a água que a carne soltar evaporar. Tampe e reserve.

Em uma panelinha pequena, aqueça a manteiga a fogo médio até borbulhar e acrescente a farinha, fazendo uma farofa. Acrescente o molho inglês, a mostarda e o açúcar e mexa bem. Quando for colocar a cerveja, faça-o devagar e mexendo sem parar, para não empelotar. Se quiser, pode colocar algumas pimentas inteiras e deixar ferver um pouco, para dar uma apimentada. Se for colocar queijo, coloque-o por último, e só até derreter. Tempere, mexa e reserve.

Avengers, assemble! Coloque as batatas em dois pratos, depois o molho por cima, a carne, o tomate-cereja cortado em dois, a cebola roxa ou branca picadinha, mais jalapeño (opcional), guacamole e folhas de coentro por cima. DONE!

Olha, não vou dizer que é uma receita fácil: ela é chata de fazer, porque tem muitos passos. Mas vale cada segundo gasto, porque ficou maravilhoso! Melhor chili da vida!

Beijos, e até o próximo post!
🙂

Receita adaptada do Closet Cooking

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