Popcakes – Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes

Lá pelos idos de 1998, quando ainda não fazia, sucesso, Guy Ritchie era um cara arretado. Não que hoje em dia não o seja, mas seu primeiro filme, Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes foi (é) uma bomba. Porque estourou de maneira até inesperada. E, apesar de ser um diretor que gosto atualmente, não sou tão apaixonada por seu trabalho como pelos primeiros filmes que fez.

Divertido, ousado e violento, o longa estica o gênero criminal para a comédia, como Quentin Tarantino já havia feito em Pulp Fiction. Embora pareça gratuita (às vezes é), a violência tem um quê de cômica, e segue um estilo próprio que surgiu no fim da década de 80. A história é simples. Contada de maneira linear – ou seja, sem recortes no tempo – e dentro do submundo de Londres.

O roteiro conta como Eddie consegue convencer três amigos a investirem todo o dinheiro em um arriscado jogo de cartas, acreditando que o negócio já estava ganho. Mas Eddie cai numa armadilha e acaba perdendo tudo e mais um pouco. Ele tem uma semana para quitar a dívida antes de ter que se resolver com a máfia. Para driblar a máfia, o grupo acaba topando com gângsteres, traficantes, agiotas e cobradores de dívida.

Se cruzando no meio do caminho, a história deixa de ser sobre dinheiro e passa a ser sobre tudo, desde maconha até duas espingardas que são itens de museu. O furdúncio é garantido, e dos bons. O título original do filme é, também, inspirado: Lock, Stock and Two Smoking Barrels – cuja pronúncia é divertidíssima.

Os personagens são do pior tipo, mas o bom senso faz com que queiramos que nenhum deles, pelo menos, morra. São mil reviravoltas, com narração em primeira pessoa e muito humor negro. É um filmaço, e sem dúvida um dos meus preferidos de todos os tempos desse gênero. Não canso de assistir – até porque pra lembrar de todas as reviravoltas tem que ter uma memória de elefante.

Para completar, o elenco. A maioria de desconhecidos, mas que fazem um trabalho excepcional. Tem também algumas caras conhecidas daquelas que a gente não sabe o nome, mas já viu uma porção de coisas (tipo o Jason Flemyng e o Vinnie Jones). Uma delas é, adivinhem só, Jason Statham, o galã durão que agora só faz filmes de ação a lá Charles Bronson. Trash, porém imperdível. Gente, tem até o Sting. Por favor! Melhor do que isso não dá pra ficar!

Bom, a minha inspiração para comer com esse filme veio da onomatopeia das armas. Tirada dos quadrinhos, pode ser. Porque pop me lembra “pow”, mas me lembra também o som das escopetas de desenho animado. Uma brincadeira na qual eu gostei de pensar. E porque pensar nesse filme sempre me deixa animada, como se eu lembrasse que existem obras como divertidas como essa, que não vão envelhecer e que podem trazer tantas coisas boas ao gênero.

O popcake em si é a receita mais baba que já mostrei aqui no blog. Lembram do bolurso que eu fiz semana passada? Então lembram que fiz dois bolos, e que mais da metade do bolo de chocolate sobrou, certo? Por causa dos ursinhos cortados. Como eu sabia que isso iria acontecer, guardei aquele resto de bolo de chocolate especificamente para fazer essa receita maravilhosa. Dá muito mais do que certo (Nutella!!!), fica na medida. Nem doce nem amargo, e além de tudo é uma ideia divertida para aniversários, festinhas e afins.

O perigo é, como sempre, a gente comer mais do chocolate derretido do que deve 😛

POPCAKE

rende 21 popcakes
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes

1 pote grande de Nutella
1 barra de chocolate meio amargo (usei pedaços daquele Garoto para cozinhar)
1 barra de Lindt meio amargo com um toque de sal
1 barra de chocolate ao leite (Nestlé)
Restos de um bolo de chocolate (ou um bolo inteiro, também vale)
palitos de sorvete
confeitos coloridos, ou os que você desejar

Modo de preparo

 Corte o bolo em pedaços e vá colocando no liquidificador aos poucos até virar uma farofa. Faça isso com o bolo inteiro. Em uma tigela grande, misture a farofa de bolo com o pote de Nutella. Despeje tudo, sem dó. Misture bem, até virar uma papa.

Prepare uma ou duas assadeiras e forre-as com papel manteiga. Com a ajuda de uma colher, faça bolinhas de tamanho médio – não podem ser muito grandes, ou ficarão muito pesadas, e nem muito pequenas, porque podem se quebrar ao colocar o palito – e vá colocando na assadeira forrada. Leve à geladeira por meia hora, enquanto prepara o chocolate.

Pique o chocolate grosseiramente. Em uma tigela de vidro totalmente seca, derreta de 30 em 30 segundos, até que o chocolate fique com alguns pedaços sem derreter. Mexa com uma colher de pau até derreter tudo.

Retire a assadeira da geladeira. Mergulhe o palito de sorvete no chocolate e espete-o até o fim na bolinha. Com ajuda da colher de pau, jogue o chocolate sobre a bolinha até ela ficar completamente coberta. Cuidado: não mergulhe a bolinha no chocolate, mesmo estando já no palito. Isso me causou o suicídio involuntário de algumas, e tive que pescá-las com, isso mesmo, os dedos (ruim).

Retire o excesso de chocolate dando leves pancadinhas do palito na tigela, e coloque sobre a assadeira. Imediatamente polvilhe com os confeitos, antes que o chocolate comece a secar (eu prefiro polvilhar jogando com as mãos e quando já estão na assadeira, ao invés de fazer em cima do “prato dos confeitos”, para evitar que caia chocolate derretido em cima e estrague os confeitos). Leve à geladeira para secar o chocolate e mantenha os docinhos lá o tempo todo – eles ficam mais firmes e geladinhos são mais gostosos.

 

Levei para o escritório e foi um su-ces-so! Não durou nem até a hora do almoço hehe.

Beijos, e até o próximo post!
🙂

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