Batatas rústicas ao forno | Toy Story

Uma animação seguida da outra. Porque já que a vida não é assim, só de coisas boas e legais, o Mesa em Cena faz ser. Sim, o fato de ser uma animação torna instantaneamente qualquer produção mais interessante. Porque nela podemos ver avanços tecnológicos reais – que facilmente passam despercebidos em um filme com atores de verdade. Claro que sabemos o que são os efeitos especiais quando vemos cenas escabrosas de explosões, filmagens no espaço e outras do tipo. Mas os efeitos especiais estão, ao contrário do que nós pensamos, em 85% de qualquer filme. Vejam esse vídeo como exemplo.

Muito, né? Por isso as animações são tão bacanas: podemos acompanhar o processo de evolução das tecnologias de maneira palpável. Lembram de Toy Story, lançado nos idos de 95? Pois é, a revolução do cinema “infantil” (que de infantil tem só aquilo que as crianças, com sua pouca idade, conseguem ver), e o primeiro longa-metragem em 3D. Além da história fascinante, bem contada e de uma originalidade ímpar, a tecnologia ajudou para que víssemos o que os computadores são capazes de fazer. A Pixar (John Lasseter) é, realmente, um antro de criatividade sem igual, mas falarei apenas da trilogia em questão.

Acompanhamos Andy, um garotinho de 10 anos que tem alguns brinquedos favoritos, como o cowboy Woody, o Sr. Cabeça de Batata, os soldadinhos verdes e o recém-lançado e supertecnológico Buzz Lightyear. Enciumado da nova posição que Buzz conquista com seu menino Andy, Woody precisa passar por uma espécie de digressão, para compreender qual seu papel no mundo (dos brinquedos e na vida de Andy) e poder aceitar que ele está ficando velho, embora ainda seja um dos favoritos do garoto.

Em 1999 veio Toy Story 2, igualmente fascinante e com uma tecnologia já superior ao anterior. Após se tornarem amigos inseparáveis, Woody e Buzz enfrentam uma nova ameaça: enquanto Andy está em um acampamento de férias, um colecionador rapta Woody a fim de vendê-lo como uma peça rara para um museu no Japão. O cão-mola, o cofre-porco, o Sr. Cabeça de Batata, o dinossauro Rex e Buzz partem em uma missão para resgatar o amigo.

E em 2010 vem a cereja do bolo, Toy Story 3, aquela que é considerada uma das melhores continuações de todos os tempos. Um filme infantil que não foi feito para crianças, mas para aqueles que, já adolescentes ou jovens adultos, observam que o tempo passou para Andy e que ele, agora preparado para ir à universidade, mantém seus antigos amigos de brincadeiras guardados em um baú. Mas a mãe de Andy comete um erro e manda sem querer a caixa dos brinquedos para uma creche, ao invés de guardá-los no sótão como Andy desejava.

Os brinquedos se veem, então, manipulados por outros mais velhos e mais duros, que passaram por poucas e boas nas mãos de crianças descuidadas. Enquanto isso, Woody tenta convencer os amigos de que eles não foram abandonados por Andy, que eles devem tentar voltar para casa, e que, apesar de já moço, Andy ainda os ama. É um dos arcos dramáticos mais bem construídos em animações. Tenso, triste, divertido e engraçado na medida, com personagens extremamente complexos (a história de Lotso é de uma delicadeza única!) e um design cuidadoso, no qual podem-se ver os pelos dos bichos de pelúcia e a ondulação da grama do jardim com perfeição. Quem não se emocionou com a cena em que todos eles dão as mãos, prontos para o fim, que atire a primeira pedra.

foto bônus: melhor cena do 3 foto bônus: melhor cena do 3

E para homenagear essa trilogia tão querida, tão cuidadosa e habilmente bem-feita, homenageio, também, meu personagem favorito da série: o Sr. Cabeça de Batata. Porque tive um desses quando era criança, e é um brinquedo que, graças aos filmes, continua sendo vendido profusamente, seja no original, seja paramentado. E porque batatas são boas de absolutamente qualquer maneira. Cada vez que penso em batata me dá fome, e batatas ao forno são uma especialidade.

Fiz, portanto, uma receita que aprendi com minha amiga escocesa, Lauren, mas usei as medidas do site Averie Cooks. Batatas demoram para cozinhar, mas o resultado sempre compensa. Essas ficam perfeitas: macias por dentro, crocantes e torradinhas por fora. E como não tinha ketchup em casa, improvisei, e fiz a melhor combinação do mundo: sim, batata com ovo frito. Ir-re-sís-ti-vel! Confere:

O prato final parece monstro, mas se tivesse dois desse aí, se pá eu comia. O prato final parece monstro, mas se tivesse dois desse aí, se pá eu comia.

BATATAS RÚSTICAS AO FORNO

para 01 pessoa (sim, eu comi tudo sozinha HEHE)
Tempo de cozimento da batata: 20 minutos
Tempo de forno: 40 minutos

Ingredientes

2 batatas pequenas
1 batata doce
1 colher (sopa) de farinha de milho
2 colheres (sopa) de azeite extra virgem (ou óleo de coco, o que preferirem)
2 colheres (chá) de páprica
2 colheres (chá) de cominho
½ colher (chá) de sal
1 ovo
sal
mostarda

Modo de preparo

Pré-aqueça o forno a 220º. Lave muito bem as batatas, pois iremos fazê-las com casca. Corte-as em pedaços grossos e jogue-as dentro de um saquinho plástico tipo Ziplock (mas como esse é muito caro, uso daqueles de rolo mesmo). Coloque a farinha de milho no saquinho, dê umas voltinhas para fechar e misture bem.

Coloque o azeite, e misture novamente com as mãos, para que o óleo se espalhe igualmente. Abra o saquinho e coloque a páprica, o cominho e o sal, mexendo realmente bem (mas com cuidado) para que o tempero pegue em tudo, especialmente o sal. Transfira as batatas para uma assadeira levemente untada com azeite e leve ao forno por mais ou menos 20 minutos.

O tempo de forno varia muito, mas se os pedaços estiverem pequenos, mais do que 20 minutos podem torrar as batatas – fica bom, mas não tanto. A receita original diz que devemos virar as batatas depois e deixar por mais algum tempo, mas ao que parece meu forno é muito potente: aos 20 minutos já estavam prontinhas para devorar.

Aproveitei enquanto elas ainda estavam esfriando (não queria queimar a boca!) e fritei um ovo rapidamente, com um respingo de azeite só para que a gema não ficasse crua – mas ela ficou mole do jeitinho que eu gosto, para poder molhar as batatas a lá espanhola.

Sério, essa será uma receita constante lá em casa aos fins de semana. Domingão de preguiça? Batata pode.

Beijos, e até o próximo post!
🙂

Receita adaptada do Averie Cooks

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