Cookie no potinho | A Viagem de Chihiro

Cada semana uma coisa diferente… e dessa vez não foi o Walking Dead que tirou meu foco do blog, foi um passageiro problema de saúde. Mas agora tá tudo bem de novo 🙂 E só porque estou me sentindo nova como uma criança, decidi que vou falar de uma das minhas animações favoritas de todos os tempos: A Viagem de Chihiro, do mestre da animação japonesa, Hayao Miyazaki.

Engraçado como as diferentes animações feitas ao redor do mundo (felizmente) têm grande aceitação no Brasil. Essa certamente é uma delas. Mas, claro, a belíssima história e os quadros que Miyazaki pinta para contá-la são tão magníficas que nem é preciso enquadrar o filme nessa afirmação. Foi, inclusive, o único do cineasta a ganhar um Oscar de animação – o que me parece um absurdo porque, se dependesse de mim, teria levado um para cada filme que fez.

Ele é diretor e roteirista de outros já clássicos como Princesa Mononoke, Meu Amigo Totoro, O Castelo Animado e Ponyo. Dono de um estilo de desenho único e de histórias fantásticas – e ao mesmo tempo incrivelmente reais – Miyazaki transita com muita facilidade entre as culturas oriental e ocidental, e cria verdadeiras fábulas modernas – embora muitas estejam calcadas em lendas.

Assim é com a história da pequena Chihiro. A menina de 10 anos viaja com os pais quando encontram, no meio do caminho, um túnel misterioso que leva a um belo vale e uma pequena aldeia, que dispunha de uma enorme mesa de quitutes, prontos para serem devorados. Sem pensar duas vezes, os esfomeados pais de Chihiro, decididos como são os adultos, decidem começar a comer para depois se acertarem com o dono do “restaurante”.

Acontece que o lugar não era um restaurante: era um banquete que se estava preparando aos deuses e, como punição por terem se refastelado, os pais de Chihiro são transformados em porcos. Solta em um mundo mágico, cheio de espíritos e personagens cujos apetites são muito maiores do que seus estômagos, Chihiro se vê forçada a trabalhar no spa dos deuses para satisfazer a fúria divina – e tentar fazer com que seus pais voltem ao normal.

Lá ela conhece Haku, um menino prodigioso que tem a habilidade de se transformar em dragão branco. Ele trabalha para a dona do spa, uma bruxa estranha e cabeçuda, e cujo temperamento agressivo só é aplacado quando se trata de agradar às dezenas de deuses da mitologia japonesa que frequentam o local todos os dias, ao anoitecer. A pobre Chihiro, tratada como uma escrava (rebelde), é vigiada de perto pela bruxa. Mas ela consegue fazer uma ou duas façanhas admiráveis.

Intercalando momentos doces entre Haku e Chihiro, assustadores, fantásticos e quase idílicos, o filme lida com a infância de uma maneira fabulosa, criando situações que só poderiam existir na mente de uma criança, tornando-as especiais segundo essa visão única. Sobre a comidinha que acompanha, só posso dizer que acho esse tipo de petiscos tão… orientais!

Não sei vocês, mas como é uma porção única (por sinal, poderia ser uma porção única tripla que estaria de bom tamanho), me remete quase imediatamente à comer com hashis. Claro que o cookie não é o caso de comer assim, mas fica tão docinho e gostoso que eu não consigo pensar em outro filme. Ah, e o grande tchan é que é feito no forno, e não no microondas – afinal, queremos o mínimo de crocância, e não uma massa molenga (mas ainda boa).

COOKIE DE POTINHO

para 01 pessoa
Tempo de preparo: 5 minutos

Ingredientes

1 colher (sopa) de manteiga
½ colher (sopa) de açúcar granulado
½ colher (sopa) de açúcar mascavo
1 colher de ovo batido
2 ½ colheres (sopa) de farinha de trigo
1/8 colher (chá) de bicarbonato de sódio
1 ½ colher (sopa) de chips de chocolate
¼ colher (chá) de baunilha

Modo de preparo

Em um potinho pequeno que possa ser usado no forno, misture bem a manteiga e os dois açúcares até homogeneizar. Bata o ovo em um copo com um garfo, e misture ao pote. Acrescente a baunilha.

Coloque a farinha, o bicarbonato e mexa até misturar. Depois, acrescente os chips de chocolate e misture com cuidado e carinho. Coloque no forno por pelo menos 5 minutos, ou até ficar douradinho por fora. Deixe descansar 10 segundos (se conseguir) antes de colherar.

Só de pensar, me dá vontade de comer um desses já!

Beijos, e até o próximo post!
🙂

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