Chapéu de Leprechaun | Gangues de Nova York

Irlanda e Estados Unidos? Oi? É, sei que é estranho começar um post em homenagem ao St. Patrick’s Day (ou Dia de São Patrício, padroeiro do país) com um filme que, essencialmente, é passado inteirinho nos Estados Unidos. Mas quem assistiu ao filme sabe que a combinação vem a calhar, já que em 1863 as ruas de Nova York foram palco de conflito entre as mais diversas gangues – uma delas composta por operários irlandeses.

Conhecida como a Semana dos Protestos (embora só tenham durado três dias), os manifestantes iam contra a convocação dos imigrantes recém-chegados para lutarem na Guerra Civil americana. Raivosos, os irlandeses causaram um rebuliço tremendo, prendendo e matando negros onde eles pudessem ser encontrados. Além disso, também destruíram inúmeros edifícios públicos, duas igrejas protestantes e as casas daqueles que apoiavam a abolição da escravidão. Conduzida por Abraham Lincoln, a repressão foi brutal. Com auxílio da milícia e de tropas convocadas às pressas, ele conseguiu controlar a cidade às custas de muito sangue. Com exceção da própria guerra, foi a maior insurreição civil do país.

Essas informações servem de contexto histórico para Gangues de Nova York, que está no meu top 3 de filmes favoritos de Martin Scorsese (ao lado de Os Bons Companheiros). A história está ambientada no distrito de Five Points – um dos mais violentos de Nova York – e gira em torno de dois personagens principais: Amsterdam Vallon e Bill “The Butcher” Cutting, que lutam em lados opostos. Amsterdam é descendente de irlandeses e faz parte da gangue Dead Rabbits, enquanto Bill é dos Nativos, que creem que a América deveria ser território exclusivo dos americanos. O apelido de açougueiro, aliás, não é um mero acaso para Bill. Além de exercer a profissão, ele é temido nas ruas por sua frieza.

Com esse contexto em mente, a história – construída de maneira esplêndida por Scorsese – lida com vingança, traição, amizade e paixão, misturando os complexos personagens em uma trama tensa e bem enredada. O elenco é bombástico: Leonardo DiCaprio, atormentado e vingativo, contra Daniel Day-Lewis, cruel e impiedoso. Mais inspirado que de costume, Day-Lewis entrega um de seus personagens mais incríveis – continuo achando que ele devia ter levado o Oscar daquele ano. Mas por mais sangrenta que seja a história do filme, ela merece ser vista. A combinação de fatores (diretor + atores) é incrível.

Agora, para que a menção ao St. Patrick’s Day fizesse pleno sentido, era necessária uma comidinha que lembrasse a Irlanda, e acho que esse chapeuzinho de Leprechaun de chocolate foi uma boa ideia. Primeiro porque é chocolate. Segundo, porque o Leprechaun é um símbolo de proteção no folclore irlandês, representado por um homenzinho ruivo e todo vestido de verde – eles também são os donos dos potes de ouro que ficam no fim dos arco-íris 🙂

A mistura do crocante da bolacha com o marshmallow cremoso ficou muito boa. E as folhinhas de hortelã que enfeitam o chapéu, além de serem o verde do Leprechaun e da bandeira, dão um toque fresco bem bom e diferente. Confere aí! Aproveito pra mandar um beijo pra amada Gabi, que foi passar uma temporada na Irlanda.

CHAPÉU DE LEPRECHAUN

para 06 docinhos
Tempo de preparo: 30 minutos

Ingredientes

6 marshmallows grandes e brancos
6 bolachas tipo Maria (usei da Bauducco)
300g de chocolate meio amargo
12 folhas de hortelã

Modo de preparo

Lave as folhas de hortelã e reserve. Em um pote de vidro médio, corte o chocolate em pedaços (podem ser grandes) e leve ao micro-ondas por 30 minutos para derreter. Repita a operação até que o chocolate esteja quase inteiramente derretido. Depois, mexa com uma colher ou espátula até dissolver o resto.

Mergulhe uma das caras da bolacha no chocolate, retirando o excesso, e coloque em uma assadeira forrada com papel manteiga. Repita com todas as bolachas e leve à geladeira por meia hora.

Enquanto isso, use um palito ou garfinho de fondue para chamuscar levemente os marshmallows no fogo. Cuidado para não queimar e para que não derretam. Deixe esfriar. Depois, mergulhe os marshmallows no chocolate, retirando o excesso, e “cole” uma das bases na bolacha, para dar essa cara de chapéu.

Enquanto o chocolate ainda está mole, grude as folhas de hortelã em uma das frentes e leve à geladeira por pelo menos mais meia hora antes de comer. Mantenha-os aí, caso esteja muito quente. Senão, dá para guardar em potinhos fechados por alguns dias.

Mas, se vocês forem viciados no chocolate como eu, duvido que durem tanto, hehehe.

Beijos, e até o próximo post!
🙂

Receita adaptada daqui

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