Sopa de lentilha com batata | Star Trek

Vou ser sincera: nunca fui fã de Star Trek. Desde que conheci Star Wars – e, como vocês lembram do post passado, não faz tanto tempo – dediquei todo meu ardor de ficção espacial nos jedis. Acontece que tenho um amigo muito fã que insistiu comigo para que eu me inicializasse no mundo trekker. E confesso que foi uma boa sugestão. Comecei assistindo alguns episódios da série original de 1960 – conforme ele ia me explicando detalhes sobre o elenco, a trama e a história da série – e logo me iniciei nos filmes. O primeiro que vi (e único dos antigos) foi A Ira de Khan, da década de 80, e que é realmente bem legal.

Mas o que realmente me enganchou foi o primeiro filme da saga atual, dirigido por J. J. Abrams (e ao lado do companheiro “perdido” Damon Lindelof) e o segundo, Star Trek – Além da Escuridão. Juntos, os dois filmes iniciaram uma história paralela para reaproximar os temas antigos com um público mais jovem (cof cof, eu) sem deixar de lado as milhares de referências dos episódios do passado. Além disso, as histórias são envolventes e muito bem contadas. Admito que Star Trek ganhou uma admiradora – embora nem de longe tão fã quanto de Star Wars. Só pra deixar claro.

Enfim, o primeiro longa trekker, de 2009, conta a história de onde se devem começar as histórias: do princípio. Enquanto o briguento e impetuoso piloto James T. Kirk tenta viver para superar o legado do pai – excelente piloto e herói de guerra – entrando para a tripulação da nave mais cobiçada da tropa estelar (a Enterprise, é claro), o certinho e inteligentíssimo Spock precisa encontrar um meio-termo entre a herança da carinhosa mãe humana e do pai vulcano, cuja aparente falta de sentimento ele também herdou. Juntos, os dois são postos à prova tanto para superar os incidentes galácticos quanto para conviverem um com o outro.

Os personagens antigos estão todos lá: a tenente Nyota Uhura, o co-piloto Hikaru Sulu, os engenheiros Pavel Chekov e Scotty, e o rabugento dr. Bones. Como disse alguém no IMDB, “essa equipe junta terá uma aventura na fronteira do espaço onde a lenda antiga é alterada para sempre, enquanto uma nova lenda aparece.” E é isso mesmo. O filme é muito divertido! E quando achei que não dava para melhorar, eles fizeram Além da Escuridão que, além de ser um filmaço, tem o Benedict Cumberbatch (aquela voz!). Ok, não só por isso, mas porque reconta de maneira genial a história de A Ira de Khan, alterando pequenos detalhes (nem sempre detalhes) de maneira que essa nova saga realmente se transformou em uma “mitologia paralela”.

A sugestão para a comidinha do filme (e também para que o filme virasse post) veio do meu amigo, PA. Ele disse que na saga aparece uma famosa sopa klingon (os eternos inimigos da Federação), que tem gororoba até no nome: gagh – ele disse que é feita de vermes vivos. Pensando nisso, e sem querer soar extramente asquerosa, achei que fazer uma sopinha com cara de gororoba fosse a pedida perfeita.

Só que a cozinha é uma coisa engraçada. Você, que dá conta de fazer algumas coisas complexas (tipo a receita da semana que vem), na hora de fazer uma sopa consegue estragar a receita. Bom, tudo bem que a receita foi verbalizada e não escrita – minha mãe sabia de cabeça – e que eu fiz uma medida especial, só para mim. Mas não deu certo, mesmo. Nada. Faltou sal, ficou muito rala e eu ainda consegui piorar colocando maisena não dissolvida em água. Aprendam, amigos: maisena TEM de dissolver antes de colocar na comida. Regra número 3 que eu decidi ignorar e me danei.

Porém, se vocês seguirem os passos descritos aqui, vai dar tudo certo, prometo! Ó só:

SOPA DE LENTILHA COM BATATA

para 02 pessoas
Tempo de preparo: 10 minutos

Tempo de pressão: 10-12 minutos
Tempo de cozimento da batata: 8 minutos
Tempo total: +- 30 minutos

Ingredientes

½ copo de lentilha
1 cebola
½ tomate
½ dente de alho
1 talo de salsinha
1 talo de cebolinha
½ batata
azeite
sal

Modo de preparo

Corte grosseiramente metade da cebola, o tomate, o alho, a salsinha e a cebolinha. Jogue tudo na panela de pressão, junte a lentilha e coloque um pouco de água – não pode colocar muito, senão vai ficar rala que nem a minha. Tempere com sal (seja generoso!), leve ao fogo e, depois que a pressão pegar, conte 10 minutos.

Tire a panela do fogo e, para tirar a pressão, coloque-a debaixo de água corrente fria. Espere até que o pininho não esteja mais girando e nem soltando fumaça, e abra a panela. Jogue essa mistura no liquidificador e jogue o excesso de água se necessário. Enquanto isso, cozinhe a batata dividia ao meio com água e sal.

Bata bem até a lentilha estar totalmente dissolvida. Corte o restante da cebola tipo Juliana (assim) e frite-a no azeite até ficar douradinha. Misture a gor… digo, a sopa, e deixe ferver para pegar o gosto. Se ainda assim achar que está muito rala, acrescente uma colher de sopa de maisena (misturada na água!) e conte até 60. Depois que a batata estiver cozida, é só jogar lá dentro e tadá!

É fácil, gente. Eu é que fui descuidada e deixei o negócio desandar.

Beijos, e até o próximo post!
🙂

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s