Bruschettas | Para Roma com Amor

Woody Allen é, definitivamente, um dos diretores mais ativos de todos os tempos. Aos 78 anos e lançando filmes desde 1965, ele é incansável! Ainda mais produtivo que Martin Scorsese, Woody lança, em média, um filme por ano – sua filmografia conta com 73 títulos! Ele está quase zerando a própria vida, de tanto trabalho! Realmente, o cineasta é um dos poucos no Cinema digno de tanto respeito.

Mas, como havia dito sobre Scorsese no post anterior, o mesmo pode ser dito sobre Woody: apesar de lançar muitas coisas boas, a média de filmes realmente fantásticos fica equilibrada. Desde 2005 – quando lançou o bom, porém hollywoodianesco, Match Point – Allen fez coisas ótimas, como Vicky Cristina Barcelona e Tudo Pode dar Certo, e outras nem tanto – os fraquíssimos Scoop e Sonho de Cassandra.

Dessa safra mais recente, tenho dois favoritos, e é sobre eles que falarei essa semana. O de hoje é Para Roma com Amor, lançado em 2012, e que enxerga a capital italiana com aquele olhar tão característico do cineasta, apologético, de devoção e encantamento. São várias histórias paralelas que se passam sob as magníficas ruínas do antigo império. Entre Adrianos e Trajanos, o diretor nos convida a passear por vielas e admirar essa belíssima cidade.

Conhecemos, então, um trabalhador que se descobre famoso da noite para o dia, um arquiteto que resolve voltar às ruas onde morou quando era estudante, um casal em lua de mel, e um diretor de ópera frustrado que encontra, no pai de seu genro, um talento sem igual.

 

Não preciso nem dizer que a trilha sonora e a fotografia (as cenas) são fabulosas. Os atores, escolhidos a dedo – Woody volta a atuar com aquele seu jeitinho peculiar, e é o diretor de ópera – que esbanjam carisma. Nunca imaginei que poderia amar um filme que junta Alec Baldwin e Roberto Benini – embora eles não contracenem. Mas tem também os ótimos Jesse Eisenberg e Ellen Page, e a sempre estonteante Penélope Cruz.

Mas o que realmente faz diferença aqui é o roteiro, e as histórias contadas. Além de interessantes, são humanas e, embora não totalmente “reais” – no sentido de fantasia – não podemos deixar de nos emocionar, torcer ou rir com aqueles personagens. Não saberia dizer qual história me agrada mais, mas sei que todas, em conjunto, fazem um baita filme!

E para ilustrar em comida, um amigo me deu a excelente ideia de fazer bruschettas com queijo brie, prosciutto e mel. Não posso negar que foi uma sugestão perfeita, não só para o filme, mas para meu paladar também. Além de encarnar totalmente o espírito de Para Roma com Amor, as bruschettas são um petisco rápido, delicioso e na medida. Vamos a elas:

BRUSCHETTAS

para 01 pessoa
Tempo de preparo: 5 minutos

Tempo de forno: 10 minutos
Tempo total: 15 minutos

Ingredientes

1 pão italiano
6 fatias de presunto cru tipo Parma
meio pedaço de queijo brie
3 tomates-cereja
mel
azeite

Modo de preparo

Em uma assadeira média, coloque dois fios de azeite. Corte seis rodelas de pão não muito finas e disponha na assadeira. Cubra com o prosciutto, o brie e o mel e, se quiser, com um tomate-cereja picado em fatias.

Leve ao forno pré-aquecido em 120º por cerca de 10 minutos, ou até que o queijo derreta. Retire do forno e sirva imediatamente.

Tipo… não tem nem desculpa para não fazer! Não demora nada, e você pode fazer quantas quiser! Eu fiz só 6 porque foi o meu almoço. Se estivesse em mais gente, certamente teria feito o pão inteiro em bruschettas.

Se gostou, já sabe: faz e me conta!

Beijos, e até o próximo post!
🙂

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