Timbal de rigatoni | Os Bons Companheiros

Inicialmente, eu havia planejado a receita de hoje para outro filme (não direi qual é!), que combina com praticamente qualquer comida. Mas, depois de pronto, vi que realmente não tinha nada a ver. Então me veio uma luz de que, na verdade, eu já tinha a combinação perfeita para o prato – só não sabia ainda. Acontece que Martin Scorsese é um dos meus diretores favoritos, e eu ainda não tinha feito nenhum filme dele. Bem, problema resolvido, pois vou falar hoje de um dos melhores filmes de máfia já feitos no Cinema (perdendo só para O Poderoso Chefão, o top 1 de qualquer lista): Os Bons Companheiros.

Scorsese é um cineasta extremamente ativo. Ele chega a fazer um filme a cada dois anos. Por isso, é surpreendente a média de ótimas produções que saem de suas mãos. E ele fez coisas notáveis! Muitos de meus filmes favoritos são de sua autoria. E Os Bons Companheiros está entre os três primeiros da lista “Scorsese” (sim, existem muitas listas, é tudo tão difícil!). A história gira em torno de Henry Hill, personagem do ótimo Ray Liotta, e seu envolvimento com a máfia italiana de Nova York – o tema é recorrente, mas vale lembrar que o cineasta nasceu e cresceu no bairro Little Italy na década de 40, onde viu as coisas realmente acontecerem.

Como ia dizendo, Henry Hill é um garoto que, como Scorsese, cresceu numa vizinhança dominada pela máfia e (diferente do diretor) desde cedo entra nesse mundo, primeiro fazendo pequenos serviços a outros gângsters, mas sempre almejando tornar-se um. Por intermédio do chefão Jimmy Conway (Robert De Niro), ele conhece o perigoso Tommy Devito (o excelente Joe Pesci), de quem acaba ficando melhor amigo. Atuando como pivôs de operações de jogos e drogas ilegais, o trio é responsável por uma crescente onda de crimes – dos quais eles muito se orgulham.

Vamos observando como, aos poucos, Henry ascende no submundo nova-iorquino e se torna um mafioso respeitado, temido e, ao mesmo tempo, adorado pelos companheiros. Um revés na vida dessas pessoas faz com que eles devam fazer o impossível para salvar uns aos outros e, principalmente, sobreviver. É uma história de mundo cão, sim, mas de tal maneira bem escrita que realmente desejamos o bem daqueles criminosos – ou, pelo menos, a impunidade.

Contado de maneira magistral por Scorsese, o longa tem sequências memoráveis – como aquela em que Henry leva uma garota da fila de um restaurante até a primeira mesa, diante do palco, sem um único corte, percorrendo corredores, cozinhas e portas e demonstrando, com poucos gestos, seu caráter mafioso. Ou aquela em que estão todos em um restaurante e Henry comenta, em tom de brincadeira, como Tommy era engraçado – e a discussão quase freudiana que acontece em seguida. Os Bons Companheiros é, enfim, recheado de cenas icônicas, diálogos e atuações igualmente fantásticas.

Agora falando da comida, aquela que eu sempre soube, lá no fundo, que era perfeita para o filme. Adaptei a receita do meu livrinho Cocina para Estudiantes, que já mencionei aqui. É uma espécie de lasanha, porém feita com massa rigatoni – aquele que parece penne, mas é mais cilíndrico – e com muito, muito molho e muito queijo. Bem, a receita a princípio não ficou igual a da foto – uma espécie de torta de macarrão, que dá pra ser cortada com faca. Na real, isso só foi acontecer quando repeti o prato, no jantar.

Essa é a foto do jantar Essa é a foto do jantar

TIMBAL DE RIGATONI

para 03 pessoas
Tempo de preparo: 10 minutos
Tempo de cocção: 10-12 minutos

Tempo de forno: 20 minutos
Tempo total: 40-45 minutos

Ingredientes

300g de rigatoni
4 fatias de presunto
400g de molho branco
75ml de leite
1 talo de cebolinha
queijo ralado
sal

Modo de preparo

Pré-aqueça o forno a 225º e cozinhe o macarrão em água com sal. Em uma panelinha, misture o molho branco, o leite e tempere com queijo ralado. Deixe a mistura ferver e reserve. Pique as fatias de presunto em quadradinhos, e a cebolinha em pequenas fatias.

Quando o macarrão estiver cozido, tire-o da água e deixe esfriar no escorredor. Enquanto isso, unte uma forma com manteiga. Disponha os rigatonis enfileirados e coloque uma primeira camada do molho. Jogue um punhado de presunto por cima e repita o processo até o macarrão acabar.

Jogue o restante do molho por cima, polvilhe com bastante queijo, a cebolinha, e leve ao forno por cerca de 20 minutos – ou até que a primeira camada esteja bem torradinha. Não sei vocês, mas eu amo.

Não tem segredo, e é a coisa mais fácil do mundo! Sem contar que macarrão é macarrão: tem que fazer esforço pra ficar ruim. E aí, gostaram? Quem fizer, me conta!

Beijos, e até o próximo post!
🙂

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