Fish and chips | Monty Python

Um homem vem cavalgando à distância… o som dos cascos de seu cavalo se acentua… vemos entrar em cena o Rei Arthur, mítico personagem da mitologia britânica, montado em um cavalo de pau, seguido de perto pelo fiel escudeiro Patsy, que produz o som dos cascos com as duas metades de um coco. É, Monty Python é assim, mesmo: completamente nonsense, subversivo até o último fio de cabelo e dono de um humor muito, muito peculiar.

A trupe de Terry Gilliam – diretor de todos os longas e episódios da série Flying Circus, que passava na BBC –, Terry Jones, Eric Idle, Michael Palin, John Cleese e do já falecido Graham Chapman, fez diversos filmes. Entre os mais populares estão Em Busca do Cálice Sagrado (1975) e A Vida de Brian (1979), que considero verdadeiras obras-primas do humor, e que são humildemente homenageadas no post de hoje. Marcados por aberturas inventivas, com desenhos e músicas que considero maravilhosos, e por cenas sem nexo algum – como as animações em Cálice e a cena da nave em Brian – e atuações no mínimo inspiradas, os Python não decepcionam nunca.

O primeiro filme trata, como mencionei no parágrafo acima, sobre as aventuras de Arthur e dos cavaleiros da Távola Redonda na busca pelo Santo Graal. Repleto de personagens conhecidos, como Lancelote, Percival, Galahad e o cavalo de Troia (?) – e outros nem tanto, como o coelho branco, os Cavaleiros que Dizem “Ni”, o Cavaleiro Negro etc – o longa explora o tema sem qualquer compromisso com a realidade (exceto por alguns pequenos detalhes que fazem a história andar), com mil referências políticas e geográficas – “qual é a velocidade do voo de uma andorinha?” –, todas devidamente pontuadas com o toque de humor original e ao mesmo tempo ingênuo que os fez tão famosos.

Se Em Busca… foi considerado ousado por tratar de um tema tão universal para os britânicos, o filme seguinte trouxe uma figura ainda mais popular: ninguém menos do que Jesus Cristo – ou sua versão montypythiana do assunto. Dando nome ao filme, acompanhamos a vida do jovem Brian que, ao ser confundido pelos três reis magos no dia de seu nascimento, acaba ganhando sem querer o destino de Jesus. A grande sacada dos Python’s foi tratar o tema com escracho, debochando de fieis e pregadores, dos romanos, dos que combatiam os romanos – “o que os romanos já fizeram por nós?” – do sistema e subvertendo tudo o mais – e ainda respeitando, na medida do possível, o público religioso.

São duas pérolas insuperáveis, para mim, do cinema britânico, e dois dos meus filmes favoritos de todos os tempos! Não canso de revê-los, só ou acompanhada, com cerveja ou guaraná. Porém, dessa vez, resolvi fazer uma homenagem devida preparando o prato mais famoso e típico da culinária britânica: o fish and chips – à moda da casa, é claro. Essa receita de batata é o que há! Aprendi, com a Lauren, uma amiga escocesa, que o truque para fazer batatas assadas perfeitas é cozinhá-las antes. E as batatas ao forno que ela fazia eram de chorar! Ah, e só mais uma coisa para os do-contra do óleo: as tirinhas de peixe ficam mais sequinhas que o deserto do Saara!

FISH & CHIPS

para 01 pessoa
Tempo de preparo (peixe + batatas): 1 hora
Tempo de fritura: 10 minutos

Tempo total: 1h

Ingredientes

Peixe:

2 filés de peixe branco já limpos
1 dente de alho
suco de 1 limão
sal a gosto
1 ovo
farinha de rosca para empanar
óleo de canola para fritar

Batatas:

1 batata grande
azeite
alecrim
orégano
sal

Modo de preparo 

Comece temperando o peixe, para que ele pegue um gostinho: em uma tigela, fatie os filés em tiras. Acrescente o sal, o limão e o alho amassado e deixe ali marinando por pelo menos meia hora.

Pré-aqueça o forno a 160º. Descasque a batata e corte-a em rodelas pequenas. Cozinhe-as em água e sal até que fiquem macias. Forre uma assadeira com azeite e coloque as batatas cortadas (cortei as metades em pedaços menores para caber tudo) sem que fiquem umas em cima das outras. Cubra com um pouco mais de azeite, tempere com orégano e alecrim e leve ao forno por, no mínimo, 20 minutos – ou até que

Enquanto a batata assa, vá preparando o pescado. Em uma tigelinha, bata o ovo e reserve. Despeje uma boa quantidade de farinha de rosca em um prato fundo e vá fazendo o seguinte procedimento: mergulhe o peixe no ovo e depois na farinha até que fique completamente coberto. Vá separando em outra travessa. Faça isso com todos os pedaços de peixe.

Quando a batata começar a inchar, vire-a, e deixe dourando um pouco mais. Agora prepare a panela para fritar (não fiz em frigideira para não espirrar óleo): despeje bastante óleo de modo que, quando jogar os filés, eles fiquem boiando. Espere até que o óleo esteja bem quente, e vá submergindo as tirinhas com a ajuda de uma escumadeira. Quando estiverem dourados de ambos os lados, separe em uma travessa forrada com papel toalha. Faça isso até que seu estômago esteja roncando. Tire as batatas do forno – cuidado para não devorá-la recém-saída (e superquente!) –, não esqueça a mostarda, e bom apetite.

Quem gostou levanta a mão o/ ueba! Façam e me contem!

Beijos, e até o próximo post!
🙂

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