Panquecas | 500 Dias com Ela

Tom é um romântico chorão e Summer é uma mulher livre e independente pra fazer o que quiser. Tom é só um cara apaixonado que sofre de amor e Summer é uma arrasadora de corações sem piedade…

Os argumentos poderiam continuar sem que houvesse um acordo entre as partes que ficam com Tom e as que ficam com Summer. Fato é que 500 Dias com Ela, do diretor Marc Webb, é uma das comédias românticas atuais mais bem sucedidas da década. O roteiro é bastante simples, e conta a história do menino-conhece-menina, e as consequências do relacionamento. Tom Hansen (Joseph Gordon-Levitt arrasando) é um arquiteto frustrado que trabalha como criador em uma companhia de cartões comemorativos, e Summer (a sem-expressão, porém fofa, Zooey Deschanel), uma garota que não acredita em amor ou em relacionamentos, começa a trabalhar na empresa.

O que diferencia esse filme são duas coisas fundamentais: 1) a história é inteiramente sob o ponto de vista de Tom e 2) não é o que, convencionalmente, se chama de final feliz. Não que seja um filme triste, mas é muito realista ao mostrar a suposta paixão platônico-obsessiva de Tom por Summer e o relacionamento complicado de ambos. São quase dois anos de convívio entre os personagens, mostrando suas relações mais íntimas e explicitando os problemas da relação. Para ajudar na questão, Tom conta com os conselhos de dois amigos e da irmã mais nova, Rachel, que é a voz mais sensata de todo o longa. De Summer não temos notícia, claro, já que ela não é o “centro” da história.

As opiniões, como disse acima, variam nos termos mais radicais e, geralmente, quem é a favor de um não consegue entender a posição do outro personagem – e haja listas infinitas de email discutindo sobre quem estava certo! O mais curioso é que não há um padrão de favoritismo (do tipo: só os homens ficam a favor de Tom). Qualquer um que tenha a cabeça no lugar percebe que houve erros e acertos dos dois lados.

Enquanto Tom depositou todas as esperanças em Summer, achando que ela era “a” menina, Summer não estava segura a respeito de Tom, e deixou de se envolver mais profundamente porque não ouviu os sinos tocarem. Claro que ela, na posição da pessoa não apaixonada, deveria ter saído da relação ao menor sinal de que ele estava se envolvendo mais – mas, numa posição cômoda e de “vamos ver no que vai dar”, não o fez. E ele, também, interpretou muito mal alguns sinais e absorveu só aquilo que queria.

Enfim, como podem ver, é um filme imperdível – inclusive para quem quer se engajar nesse sem fim que é discutir relacionamentos. Acho até que o filme oficializou de vez o termo “friendzone” (zona amiga), aquele lugar tão temido por homens e mulheres que jamais conseguem se aproximar do alvo para ser mais do que amigos – embora esse seja um termo discutido hoje em dia por conter uma mensagem machista (de que a mulher é “obrigada” a sair com um cara só porque ele é legal com ela). Ah! A trilha sonora do filme é incrível.

Para acompanhar essas disparidades, acho que a minha escolha de comidinha vai bem: panquecas! Eles comem panquecas no filme, sim, mas não é por isso. É que essa receita – aprendida com a mãe de uma amiga, que eu batizei com seu nome (panquecas Fisch) – rende dois pratos tão diferentes (e deliciosos) como o os personagens do filme. É o acompanhamento perfeito para o café da manhã a dois, ou o lanchinho da tarde. Fica muito complicado escolher um favorito, já que ambos vão bem a qualquer hora.

PANQUECAS

para 02 pessoas
Tempo de preparo: 15 minutos
Tempo de fazer várias panquecas: 15 minutos
Tempo total: 30 minutos

Ingredientes

Massa:
1 xícara de farinha
1 xícara de leite em temperatura ambiente
1 ovo
1 colher (café), cheia, de fermento
1 colher (chá), rasa, de sal
1 colher (sobremesa) de açúcar

Coberturas:
1 pote de iogurte grego
mel
um punhado de aveia (para “decorar”)

e

2 colheres de Nutella
3 morangos

Modo de preparo

Quebrar o ovo em uma tigela e misturá-lo com um garfo. Peneirar a farinha dentro da tigela e misturar com o ovo. Acrescentar o leite, o fermento, o sal e o açúcar e mexer até ficar homogêneo. Caso fique muito líquido, coloque um pouco mais de farinha. Se ficar muito duro, mais leite.

Com um papel toalha, espalhe um pouquinho de manteiga em uma frigideira antiaderente pequena e acenda o fogo. Quando a manteiga começar a chiar, coloque uma concha pequena e não muito cheia da massa. Não se preocupe, pois irá esparramar um pouco. E eu, como não sou profissa, não ligo se a panqueca não estiver redondinha perfeita…

Quando começar a formar pequenos buraquinhos em toda a massa, é sinal de que ela está ficando boa. Com uma espátula – preferencialmente de silicone – vá levantando a massa aos poucos até que ela saia sozinha. Vire e frite do outro lado. Separe dois pratinhos e vá empilhando as panquecas, cada hora em um prato. Repita o processo com o restante da massa na tigela.

O gostoso da panqueca é comer quentinha. Então, assim que terminar, coloque quantas colheres de iogurte quiser em cima e ao lado da panqueca, polvilhe com aveia e ponha mel em cima. Na outra, coloque a Nutella pelas panquecas (pense que, como ela não vai derreter como o iogurte, o melhor é espalhar com a colher) e decore com os morangos.

Depois, é só decidir com qual das duas vai começar ou, se estiver dividindo o café da manhã com alguém, quem fica com qual.
E aí, curtiu? Faz e me conta!

Beijos, e até o próximo post
🙂

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3 comentários sobre “Panquecas | 500 Dias com Ela

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